O sol, a luz, o fogo e sua metáfora... Prometeu rouba o fogo sagrado dos deuses e traz à humanidade, por isso é castigado: o bico frio de uma ave lhe coroe as vísceras. O fogo, segundo Freud, é a razão dentro da civilização, é por ela que estabelecemos interditos que nos torturam. Ter perto de si o fogo é também suprimir a força instintiva em prol da civilização. É o preço que se paga, nossas vísceras esfaceladas pelo desejo não concretizado, proibido por tabus. Na República de Platão, a filosofia uma vez mais recorre ao mito, a "alegoria da caverna", o mundo das sombras, errôneo e medíocre em sua escuridão. É necessario um homem sair da caverna, e por suas retinas não estarem acostumadas com o sol, ter a vista embassada. Mas aos poucos os olhos acostumam-se com a luz do sol que tudo irradia, e faz com que possamos contemplar o "bom" e o "belo". Diógenes Laércios, o filosofo satírico, procurava com uma tocha em chamas, em plena a luz do dia, dizendo: "procuro um homem, pois só vejo bípides". Sua ansia por luz era tanta, que certo dia Diógenes estava tomando sol no Craneu, quando chegou inesperadamente Alexandre e lhe disse: “Pede-me o que quiseres”. Diógenes lhe respondeu: “Não me faças sombra. Devolve meu sol”. O iluminismo e uma vez mais a metáfora do sol, "o século das luzes", a complexidade do projeto iluminista para a humanidade. Iluminar a escuridão da ignorancia com a luz do conhecimento. Sera o homem um girasol ?
O sol, a luz, o fogo e sua metáfora...
ResponderExcluirPrometeu rouba o fogo sagrado dos deuses e traz à humanidade, por isso é castigado: o bico frio de uma ave lhe coroe as vísceras. O fogo, segundo Freud, é a razão dentro da civilização, é por ela que estabelecemos interditos que nos torturam. Ter perto de si o fogo é também suprimir a força instintiva em prol da civilização. É o preço que se paga, nossas vísceras esfaceladas pelo desejo não concretizado, proibido por tabus.
Na República de Platão, a filosofia uma vez mais recorre ao mito, a "alegoria da caverna", o mundo das sombras, errôneo e medíocre em sua escuridão. É necessario um homem sair da caverna, e por suas retinas não estarem acostumadas com o sol, ter a vista embassada. Mas aos poucos os olhos acostumam-se com a luz do sol que tudo irradia, e faz com que possamos contemplar o "bom" e o "belo".
Diógenes Laércios, o filosofo satírico, procurava com uma tocha em chamas, em plena a luz do dia, dizendo: "procuro um homem, pois só vejo bípides". Sua ansia por luz era tanta, que certo dia Diógenes estava tomando sol no Craneu, quando chegou inesperadamente Alexandre e lhe disse: “Pede-me o que quiseres”. Diógenes lhe respondeu: “Não me faças sombra. Devolve meu sol”.
O iluminismo e uma vez mais a metáfora do sol, "o século das luzes", a complexidade do projeto iluminista para a humanidade. Iluminar a escuridão da ignorancia com a luz do conhecimento.
Sera o homem um girasol ?